
sábado, 14 de novembro de 2009
FUTEBOL!!!

sábado, 7 de novembro de 2009
CHE
Filosofia da Existência
Acabei de assistir o filme “Che 2”, que narra a história de Che Guevara nos seus últimos dias de guerrilha, na Bolívia. O filme é altamente recomendável, mas se for assisti-lo, faça-o com os olhos de um ser humano, independente das suas ideologias.
"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar"
Che foi um exemplo de humanidade racional. O que eu chamo de humanidade racional é a capacidade de se afeiçoar pelos outros seres humanos sem cair nas hipocrisias religiosas. Ele era um exemplo de como podemos crer na justiça, sem que para isso ignoremos nossos instintos de sobrevivência. Che não era perfeito, mas realmente tinha uma proposta para o mundo. Che era um assassino na definição técnica da palavra, e também tinha paradoxalmente aspectos de crença cega e fanatismo por sua revolução, mas nada disso apagava a existência positiva do seu legado.
Sua proposta era utópica e continua sendo, mas como Che pensaria no mundo de hoje? As desigualdades seguiram uma tendência de diminuição ao longo dos anos, mas ainda temos muito o que andar, mas será que a pobreza e as desigualdades não se tornarão coisas banais para nós?
É importante que mitos como o de Che não morram, para que perante o mundo técnico e científico que se ergue a nossa frente, não nos esqueçamos de quem nós somos, seja se acreditarmos em Deus ou nos homens.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Entre Nietzsche e o Coringa

"O único jeito sensato de viver nesse mundo é não seguindo as regras..."
domingo, 11 de outubro de 2009
UMA BREVE HITÓRIA SOBRE O PODER

sábado, 10 de outubro de 2009
O Frágil Caminho do Intelectual

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Praticamente Inofensiva
Olhe para a seguinte imagem:
Trata-se da projeção real da distância da Terra à Lua, se você se afastasse aproximadamente 560.000 KM do centro entre os dois astros e olhasse para trás veria essa imagem. Obra de Drew Olbrich, a imagem é algo bastante interessante para se refletir.
Além do óbvio, de que não somos proporcionalmente nada no universo, vemos o quão longe estão coisas que em nossas mentes estão tão perto, como a Lua. Refletindo sobre a angustiante imagem podemos ver o quão pequena é qualquer suposição que podemos fazer sobre qualquer coisa que seja. Tudo o que sabemos é que nada sabemos. Somos o pequeno ponto azul como Sagan colocava... e mais nada. Mas será que devemos aceitar essa suposição positivista?
Talvez não.. talvez esse seja o poder da crença... de nos libertar dessa pequenitude que nos colocamos quando olhamos para nós mesmos... essa é a parte grandiosa e pequena da Ciência, que nos engrandece e ao mesmo tempo cruelmente nos coloca de frente ao espelho da nossa própria ignorância. Mas talvez seja importante que aceitemos que a ciência não é tudo... e que há muito, mas muito mais coisa mesmo entre a Lua e a Terra, do que julga a nossa vã filosofia.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O que é o Banal?
Introdução à Filosofia
O Big Brother Brasil é um programa banal? O Funk carioca é banal? E o final da novela das oito? Facilmente essas coisas são colocadas na estante das banalidades brasileiras. Mas o que faz delas banais? Basicamente, elas assim o são, porque podem ser ignoradas, apesar de terem sua existência percebida pelas classes mais intelectualizadas do país. Mas e se elas deixassem de serem banais, o que seriam? Bem, ai seria filosofia...
Uma das melhores respostas que se pode dar quando alguém pergunta: “o que é filosofia?”, talvez seja responder: “a filosofia é a desbanalização do banal”. Explicando mais profundamente é como dizer que a filosofia é a forma de enxergar por trás das aparências que nós mesmos criamos ante nossos olhos, e enxergar aquilo que os demais ao nosso redor não enxerga. Enxergar por exemplo o mecanismo de alienação política por trás do funk carioca, que pode ir do pensamento de Freud até Nieztche, é enxergar o Big Brother Brasil como uma programa que torna a vigilância intensiva algo normal aos nosso olhos, como em 1984 (George Orwell), e que a novela das oito é um funk carioca melhorado, na medida que também serve como mecanismo de contenção política e de venda ideológica.
Mas porque essas coisas continuam sendo banais? Ora, se elas não fossem dadas como banais pelo mundo, então isto significaria que o mundo compreende o malefício por trás de cada uma dessas coisas, e logo o mundo extinguiria a existência de cada uma delas, e logo essas coisas não existiriam. Chegamos a uma conclusão interessante e atordoante. O banal existe por que é banal, e é banal por que existe, como um vírus que se auto alimenta dentro da sociedade, que nunca vai deixar de ser banal, pois se o deixar, também automaticamente deixará de existir. Confuso? Talvez... mas o primeiro passo da reconstrução de uma ordem banal é a sua confusão e desbanalização...
imagem de http://raulmarinhog.files.wordpress.com/2009/03/novela1.jpg
